O Mandaloriano e Grogu
- Luca Rossini

- 15 de jul.
- 2 min de leitura

Tirando o Grogu, que continua irresistível, o personagem mais interessante do filme é o filho do Jabba. Porque ele é praticamente o único que tem um conflito de verdade. Depois de ser sequestrado, Mando recebe a missão de levá-lo de volta para os tios. Só que ele não quer voltar. O personagem quer lutar uma última vez no ringue para conquistar sua liberdade. E isso cria algo que o filme quase nunca consegue gerar com seus protagonistas: drama.
O mais divertido é que por ser filho do Jabba, todo mundo espera alguém cruel. Mas ele é um querido. O contraste entre aparência, herança e personalidade funciona muito bem e acaba deixando ele mais interessante que o próprio Mandaloriano. Já o Mando depende quase completamente da relação com o Grogu para gerar carisma.
O maior problema é que ninguém evolui. Não existe conflito emocional forte, transformação ou consequência. Os personagens entram e saem exatamente iguais. Parece literalmente uma temporada resumida em duas horas, mas sem abandonar o formato episódico da série. Dá para sentir claramente onde um episódio terminaria e outro começaria. E aí o filme vira um grande filler caro.
A aventura diverte, claro. Tem humor, ação, criaturas legais e momentos fofos. Você assiste sem sofrer. Mas também sem sentir muita coisa e, para um filme de aventura isso é pouco. A missão principal é extremamente básica: pega fulano, salva fulano, foge de alguém e repete. A própria série já entregou aventuras muito mais interessantes e emocionantes do que qualquer coisa aqui.
Mando e Grogu ajudaram a trazer um frescor enorme para Star Wars quando apareceram. Parecia a oportunidade perfeita para o cinema aumentar a escala emocional da história e transformar essa dupla em algo ainda maior. Funciona apenas como passatempo.
3/5 ⭐︎⭐︎⭐︎
Duração: 132 min
Direção: Jon Favreau
Roteiro: Noah Kloor, Dave Filoni, Jon Favreau
Elenco: Jeremy Allen White, Pedro Pascal, Sigourney Weaver, Martin Scorsese

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