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Backrooms


Reprodução
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Faz uma semana que assisti “Backrooms” e ainda penso nele. Sabe aquele sentimento estranho quando terminamos um filme e não sabemos se gostamos ou não? É raro, mas essa estranheza faz o filme permanecer na nossa cabeça por um tempo, quase como um quebra-cabeça.


Tem muita coisa que gosto em “Backrooms”, principalmente os momentos em que ele abraça o found footage, uma linguagem que o diretor, com apenas 20 anos, já domina muito bem. Até porque ele já vinha explorando esse estilo na sua série no YouTube.


E esse formato combina perfeitamente com a proposta, porque trabalha textura, desconforto e imaginação. A graça dessa lenda da internet sempre foi o medo do desconhecido, e essas cenas conseguem me colocar exatamente nesse lugar. Inclusive, o design de produção está incrível e faz justiça à estética original.



O problema é quando o filme tenta buscar uma lógica para esse universo e, quem sabe, explicar algo para os fãs. O mistério é mil vezes mais atrativo. Aí ele envolve uma corporação em algo que funcionaria melhor de forma mais intimista e abstrata. Nesse momento, perde parte do terror e, principalmente da força imaginativa. Pelo menos a estranheza continua acompanhando tudo, mas aos poucos foi ficando meio tosca.


3/5 ⭐︎⭐︎⭐︎


Terror

Duração: 110 min

Direção: Kane Parsons

Roteiro: Will Soodik

Elenco: Mark Duplass, Chiwetel Ejiofor, Finn Bennett, Renate Reinsve, Lukita Maxwell

 
 
 

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